"One more kiss could be the best thing
But one more lie could be the worst
And all these thoughts are never resting
And you're not something I deserve"
Combinamos que eu iria pra NY na semana seguinte, depois dele. Eu chegaria na véspera de Ano Novo. Enquanto isso, passaria mais uns dias com a minha família. Minha mãe aproveitou pra abusar de mim um pouquinho. Coloquei algumas coisas em ordem pra ela em casa e precisei passar no shopping.
Andei bastante procurando o que ela havia pedido e saí do shopping doida pra chegar em casa e colocar as pernas pro alto. Quando eu estava indo em direção ao carro, vc não imagina que estava saindo do carro cinco vagas depois. Esse aí que vc pensou. Ele ainda não tinha voltado pra casa. Só a mulher e a filha. Eu não estava tão perto do carro ainda e ele já tinha me visto. Que droga! Ele acelerou pra estacionar e saiu rápido do carro. Nisso, eu tinha entrado no carro e estava saindo da vaga. Ele veio e bateu no meu vidro.
"Get out of the car!" Oi? Pra que tt ódio no coração?
Me fingi de idiota "what?" e abaixei o vidro.
Ele disse de novo: "Get out of the car!"
Eu falei baixo pra ver se ele se acalmava: "Alex, it's raining. Are you out of your mind? Why are you yelling to me like that?"
Ele: "stop playing with me, ok?"
Eu: "playing? I'm not playing. We're done. It's ok"
Ele piscava com os pinguinhos da chuva batendo no olho dele. "I'm not ok. Don't know what to do..." Eu ri, surpresa. Me distraí e ele abriu a porta do carro.
Eu perguntei: "what are you doin'? Stop acting like crazy!" Aí eu desci do carro. "Is it so hard to understand? MOVE ON! Leave me alone. I don't wanna see you anymore." e ele me olhava sem aquela raiva de alguns minutos, só olhava.
Ele: "babe..." e segurou no meu braço, chegou perto e eu virei o rosto.
"Alex, let me go!" Algumas pessoas passavam no estacionamento e olhavam tentando entender se era uma briga ou uma pegação, pq ele me prendeu encostada no carro e me segurava pelos pulsos. Ele ficou parado na minha frente, já todo molhado da chuva. Meu coração deu um negócio que não sei explicar. Não, não era o coração, era o estômago. Aquele rosto tão perto era familiar. "Let... me... go! Ele me soltou e continuou no mesmo lugar. No que eu me movimentei pra entrar no carro, ele me puxou e me prendeu de novo num beijo forçado do qual eu procurei sair. Não sei o que aconteceu pra eu ter deixado isso acontecer. Eu não queria, não tinha nenhum plano maléfico, só não queria. Tinha um a sensação boa em sentir aquela barba roçando no meu rosto, com a mão dele segurando meu queixo e o corpo me apertando pra que eu não fugisse. Eu saí sem ar. "Get out! It's not gonna happen again!" Entrei no carro, travei as portas dessa vez e fui embora.
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