"You make it look like it’s magic
'Cause I see nobody, nobody but you, you, you
… I'm so used to being used
… So I love when you call unexpected
'Cause I hate when the moment's expected"
Preparei o coração pra não esperar vê-lo novamente por um tempo. Uma vez que a turnê já havia iniciado, eu não precisava viajar com ele... mas quando eu menos esperava, ele me procurava de novo. Ele tinha se tornado meu vício, não conseguia pensar em outra pessoa, e o desejava tanto que às vezes odiava também. Quando estava com ele, me sentia completa pq ele fazia de tudo pra que eu pensasse que ele era meu, mas aí chegava o momento de separar... cada um pro seu mundinho. Ele tinha uma vida normal pra retomar, eu não. De alguma forma, eu procurava me concentrar nos momentos intensos que a gente tinha junto. Um pouco depois da última vez que a gente se viu, ele me ligou de madrugada.
Ele: "hey, babe, I'm sorry. I know you were already asleep. Are you ok?"
Eu, ainda sonolenta, resmunguei: "hmm, Alex?"
Ele parecia apressado:"yep, it's me. I need u to fly to Vegas tomorrow"
Eu, lenta: "Vegas? Oh, fine... the concert"
Ele: "I can't explain right now. Just do it! Meet me there"
Ele não me deu detalhes do que eu faria lá. Iria trabalhar ou ficar com ele apenas? No aeroporto tinha um carro me esperando já com o endereço do hotel. Além da sensação constante de fazer coisas proibidas, o Alex sempre me fazia surpresas e eu saia assim, sem saber bem o destino, o que eu deveria fazer, como deveria me vestir, o que eu poderia esperar. De alguma forma, eu sentia falta da certeza... Certeza de que ele era meu. Isso realmente eu não tinha.
Cheguei no hotel e percebi que tudo continuava mt certo, me aguardando. A suíte estava reservada, só peguei o cartão e subi. Enquanto o elevador subia, esperava ser surpreendida a qq momento por qq coisa. Ao entrar na suíte vi que a sala tinha uma mesa de sinuca... Bom, já pude deduzir que não ficaria sozinha nesse quarto de menino. Em frente à essa sala tinha um box de vidro e mármore. Interessante essa localização.
Decidi não desfazer a mala ainda até saber com quem eu ficaria. Como ele teria show no dia seguinte, pensei q mais algumas pessoas poderiam ficar ali. Mas pensando também no alto nível do hotel, não teria a equipe inteira hospedada com tantas regalias como bar, sinuca e piscina na própria suíte.
Fui tomar banho com a intenção de descansar um pouco depois, até que pudesse saber o verdadeiro motivo da viagem. Havia um banheiro mais reservado, porém eu quis usar aquele box com vista parcial da cidade. Era tão bonito!
Embaixo do chuveiro com o jato de água forte e quente, de olhos fechados eu pensava: "o que ele quer de mim? Essa ansiedade vai me matar". Respirava fundo e tentava pensar em outras coisas. Mas me pegava pensando de novo nele e em outros momentos nossos no chuveiro. Ai, como eu gostava... Me dava frio na barriga só de lembrar... Lembrei da primeira vez que a gente ficou sozinho de verdade tbm num hotel e tbm com amor no chuveiro. Deus! Pera... Tô pensando agora. Primeira vez de mta coisa: ficamos sozinhos sem risco e pude realizar o que só passava na minha mente quando o via durante período de shows e tal. Sempre achei ele sexy pra cacete e prestava atenção em detalhes que me davam idéias proibidas. As mãos, o pescoço, o peito, as expressões dele... Tudo eu imaginava em outras situações. Então, quando fiquei com ele naquela vez, deixei acontecer. Depois da pegação no elevador, eu estava querendo mais. E foi bom...
Voltando pro chuveiro atual, enquanto eu lembrava especificamente do primeiro, me arrepiava. Eu sabia que estava ficando alterada, mas tive certeza que estava quando lembrei como ele me pegou naquele dia. Tentei pensar nas mãos dele e lembrar da sensação de surpresa e novidade dele entrando em mim devagar, dos olhos dele vidrados em mim (ainda me constrangia) e a voz dele pedindo pra ir mais fundo. Ahhh, Alex, pelo amor de Deus! Sexo com ele era bom em todos os sentidos, o que eu via, o gosto dele, as sensações que tinha, o som da voz dele, o cheiro... Ele era uma delícia! Não sei como descrever fielmente a sensação ao fechar os olhos apertados e ver nada além de um branco sem fim enquanto me contraía involuntariamente, sentia calafrio pelo corpo todo e perdia as forças. Só confiava em me entregar nos braços dele e deixava aquelas ondas fortes que ele provocava irradiarem enquanto me tocava no lugar certo. Ele sabia mesmo me surpreender. Cada vez era melhor!
Agora, encostada na parede, eu nem me importava com o mármore gelado. Pelo contrário, isso me lembrava mais ainda daquele dia... Me toquei enquanto lembrava como ele me fazia escorregar naquele azulejo pra cima e pra baixo... Lembrei nitidamente da voz "nice and slow". Senti que podia colocar os dois dedos dentro de mim sem dificuldade. Já estava doendo de tanto tesão acumulado. Eu não ia voltar ao normal... Nice and slow, eu tentava fazer no mesmo ritmo que ele fez. Pohaa! Eu dei um grito de agonia. Ele tinha que estar aqui! Eu não conseguia ir tão fundo como ele com toda aquela delícia mas podia controlar minhas sensações e sentia que a qq momento eu podia sentir um pouco do que ele fazia comigo. Eu me afastei da parede e fiquei com a água do chuveiro descendo pelos cabelos. Coloquei uma mão na parede, abaixei a cabeça, fechei os olhos... Boca entreaberta me lembrava como ele me preenchia lindamente e me sufocava com aquele p*. Imediatamente, com os meus gemidos eu senti minha voz falhar, minha garganta fechou. Eu me permiti perder os sentidos por alguns segundos. Encostei a cabeça e juntei minhas mãos na parede e pensei, ofegante: "cacete, olha o que ele faz comigo". Procurei me recuperar ali, na mesma posição por alguns minutos. Me assustei quando abri os olhos e o vi do outro lado do vidro depois de ter entrado sem fazer barulho. Ele estava ali há pouco e quando ele viu meu rosto transtornado mais do que surpreso, perguntou: "Are u fine? You're blushed!"
Eu disse: "you have no idea what just happened" e comecei a rir.
Ele riu desconfiado e disse: "what do you mean?"
Eu: "babe, I guess i'm ready for you".

Nenhum comentário:
Postar um comentário